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Padrão de evolução das estrelas pode estar incorreto

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Os ensinamentos sobre a vida das estrelas, sua evolução e desaparecimento do espaço, que estamos acostumados a ver nos livros de astronomia, podem estar equivocados. Um estudo afirma que o processo de evolução estelar conhecido pelo homem está incompleto e precisa ser corrigido. Isso é o que mostram modelos computacionais detalhados feitos por Simon Campbell, um pesquisador australiano.

Os estudos atuais indicam que estrelas com massa semelhante a do Sol passam por uma fase no final de suas vidas, quando ocorre uma queima de combustível nuclear. Isso leva a estrela a perder massa em forma de gás e poeira.

A vida das estrelas é representada no diagrama de Hertzsprung-Russel, um gráfico que mostra o brilho das estrelas em função de cores. No entanto, algumas observações recentes feitas num enorme aglomerado estelar, pelo Very Large Telescope do ESO, mostraram que a maioria das estrelas não chega a esta fase de sua evolução.

Os pesquisadores descobriram que a quantidade de sódio presente nas estrelas permite prever de maneira precisa quando elas deixarão de existir no universo. O estudo também mostra que há uma perda de massa das estrelas para que depois haja um renascimento.

O processo é o seguinte: o material ejetado para o espaço é iluminado pela radiação ultravioleta que vem da estrela, formando uma nebulosa planetária. Depois, o material expelido é utilizado para formar uma nova geração de estrelas.

Para o australiano Simon Campbell, da Universidade Monash, na Austrália, que é especialista em teorias estelares, algumas estrelas não seguem as regras que hoje conhecemos e aceitamos como oficiais.

Campbell e a sua equipe estudaram a radiação emitida pelas estrelas do aglomerado estelar globular NGC 6752, situado na constelação austral do Pavão. Nos estudos, eles identificaram que duas gerações de estrelas podem ser identificadas no aglomerado pelas quantidades diferentes de elementos químicos leves, como carbono, nitrogênio e sódio.

Os resultados apontaram que um total de 70% das estrelas não estavam na fase final de queima nuclear com perda de massa. Isso poderia indicar que as estrelas morrem muito mais jovens do que se imaginava até então.

O estudo significa que os atuais modelos estelares utilizados pelo homem estão incompletos ou errados. As pesquisas continuarão a ser desenvolvidas até que os cientistas tenham todas as respostas necessárias sobre os padrões de comportamento e existência das estrelas.





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