Cotidiano

Essas são as 10 músicas mais tristes do mundo

É muito difícil encontrar alguém que não gosta de música e o motivo disso é muito profundo. A música, como a arte em geral, tem a capacidade de gerar reações muito complexas no corpo humano. De um ponto de vista químico, a música pode gerar a liberação de hormônios, ativas neurotransmissores e gerar, consequentemente, uma série de sentimentos muito poderosos.

Uma boa forma de pensar sobre como a música pode gerar reações fortes. Músicas divertidas e animadas, com uma associação positiva de letra e melodia, geralmente tem o poder de gerar um sentimento feliz em quem escuta. Um bom exemplo recente dessa tese é a música “Happy”, do cantor Pharrel Williams. Essa canção, que, em tradução livre, se chama “Feliz”, fez sucesso em todo o mundo. Quem escuta rádio ou as sugestões de aplicativos de streaming, simplesmente não conseguiu fugir dela. A música causava um sentimento muito positivo em quem escutava.

Ao mesmo tempo, uma música melancólica pode acentuar sentimentos negativos em quem escuta. Tristeza, dor, melancolia, angústia, medo… O sentimento é tão real e profundo, que alimenta mitos. A canção ““Vége a világnak” (1993) (em português, algo como “O Mundo Esta Acabando”) é muitas vezes descrita como a música mais triste do mundo. A música foi composta pelo pianista húngaro Rezsõ Seress em um período de depressão na Hungria, ao longo da guerra. Tempos depois, uma nova versão da canção foi lançada, desta vez chamada de “Szomorú vasárnap” (1936) (em português, “Triste Domingo”), e escrita por Lászlo Jávor. A canção falava do pós-guerra, em um momento de desespero dos húngaros em relação a fome.

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Finalmente, em 1941, a versão mais famosa da canção foi lançada. Dessa vez, na voz de Billie Holiday, a canção fala sobre a solidão, a dor e, em última análise, suicídio. A música foi chamada de “Gloomy Sunday” (“Domingo Sombrio”, em tradução livre) e acabou sendo associada com uma onda de casos de suicídio. É impossível afirmar que apenas a canção seria suficiente para induzir alguém a tirar a própria vida, mas é possível que a música tenha algum impacto na maneira como as pessoas se sentem, intensificando alguns sentimentos, ainda que momentaneamente.

É claro que o período histórico também é profundamente relevante para entender o que acontecia ao longo da década de 40. Ao longo desta década, o mundo ainda vivia as consequências diretas da guerra e, nos Estados Unidos e Europa, principalmente, os ânimos estavam mais afetados. Emocionalmente, eventos tão profundos como uma guerra podem gerar efeitos muito delicados na psique humana, causando danos a saúde mental.

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Músicas sempre fizeram parte da vida humana e, consequentemente, refletem os tempos em que vivemos. O AmericanSongwriter listou as músicas “mais tristes do mundo” e você confere a lista agora.

  1. REM – “Everybody Hurts”
  2. Sinéad O’Connor – “Nothing Compares 2 U”
  3. Eric Clapton – “Tears in Heaven”
  4. Whitney Houston – “I Will Always Love You”
  5. The Beatles – “Yesterday”
  6. Adele – “Someone Like You”
  7. Celine Dion – “My Heart Will Go On”
  8. Roy Orbison – “Crying”
  9. Eric Carmen – “All by Myself”
  10. Robbie Williams – “Angels”

É claro que a lista reflete diretamente os gostos pessoais daqueles que a criaram, mas as músicas dão uma ideia do que é considerado “triste” em termos de música.

Sobre o Autor

Roberta M.

Gosto de escrever sobre diversos assuntos, principalmente curiosidades e tecnologia. Contato: [email protected]ades.com