Históricas

Pesquisadores descobrem ‘vale da morte’ nazista na Polônia

O mundo conhece muitos dos crimes do nazismo contra a humanidade, mas muitos deles ainda estão encobertos pela passagem do tempo, pela falta de testemunhas, pela falta de registros. O número de mortos é ainda desconhecido, mas estima-se que tenham sido em torno de onze milhões de civis, de variadas nacionalidades – em sua grande maioria, judeus.

Ao longo de todos esses anos, diversos historiadores se dedicaram a estudar, entender e recontar a história do nazismo. Por mais dolorosa que a memória seja, acredita-se que é preciso preserva-la para jamais voltar à ela. Um dos países mais afetados pelo nazismo foi a Polônia, onde foram construídos campos de concentração, sendo Auschwitz e o Birkenau os mais conhecidos por hoje serem museus.

Um novo estudo, publicado na revista Antiquity, revela evidências de um ataque nazista na Polônia que esteve desconhecido por décadas. A invasão alemã à Polônia foi concluída ainda em 1939, quando um massacre foi realizado na cidade de Chojnice. Em questão de meses, mais de 30 mil poloneses foram mortos e tiveram seus corpos descartados em valas comuns na cidade. A cidade de Chojnice ficou conhecida entre os poloneses como “vale da morte” por ter sido feita de depósito de corpos pelo nazismo.

Em 1945, quando a Guerra acabou e a Alemanha nazista foi derrotada, cerca de 168 corpos foram exumados na região. Essa descoberta já gerou consternação, mas pesquisadores acreditavam que o número não era nem mesmo a “ponta do iceberg”. Entre os anos de 1939 e 1945, os nazistas mataram milhões de pessoas e nem todas as covas foram descobertas. Além disso, a Gestapo cremava centenas de corpos – estes corpos jamais serão recuperados ou contados.

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Ainda assim, arqueologistas encontraram evidências de um segundo massacre que ocorrido em Chojnice. Já em 1945, quando a Guerra estava em sua reta final e os nazistas sabiam que seriam derrotados, pelo menos 600 pessoas foram executadas. Segundo os pesquisadores, a Gestapo incinerou muitos dos corpos e espalhou as cinzas pelo solo. A cremação era uma das maneiras do exército nazista de esconder seus crimes.

A equipe revelou evidências de ossos cremados que parecem ter sido espalhados pela superfície do solo. Evidências de arquivo e entrevistas levaram os pesquisadores a acreditar que esses restos mortais queimados pertenciam a membros do movimento de resistência polonês que provavelmente foram mortos durante o segundo massacre em janeiro de 1945. Outro ponto trágico dessa história é que os pesquisadores acreditam que as valas foram cavadas pelos próprios poloneses.

Os historiadores acreditam que o exército de resistência polonês havia cavado as valas para usa-las como trincheira, na expectativa de um confronto contra os nazistas. No entanto, os soldados foram executados por alemães e enterrados ali. Os arqueologistas encontraram centenas de fragmentos que apontam para isso: cartuchos, balas, alianças de casamento, relógios de pulso e todo tipo de objeto pessoal.

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Por muitos anos, Hitler e seus seguidores tentaram manter aparências em suas Relações Exteriores e dissimilavam os crimes brutais cometidos pelo regime nazista. As descobertas históricas servem também como um reforço de que o Nazismo foi brutal, criminoso e não deve nunca ser esquecido.

Sobre o Autor

Roberta M.

Gosto de escrever sobre diversos assuntos, principalmente curiosidades e tecnologia. Contato: [email protected]