Cientistas criaram campo magnético que nos aproxima da fusão nuclear

Cientistas criaram campo magnético que nos aproxima da fusão nuclear
Por Juliana Miranda

Há muitos anos, pesquisadores vêm trabalhando para encontrar fontes de energia limpa e barata. Neste contexto, a fusão nuclear aparece com destaque.

Os cientistas acreditam que a fusão nuclear, tipo de reação que alimenta estrelas como o Sol, pode ser uma maneira de gerar energia com economia e sustentabilidade, mas, até o momento, esse tipo de reação tem sido muito difícil de manter de forma prolongada e efetiva.

Agora, no entanto, estamos mais perto do que nunca de fazer isso acontecer. Físicos da Universidade de Tóquio (UTokyo) dizem que produziram um campo magnético forte e controlável, que nos aproxima da fusão nuclear.

Segundo o pesquisador Shojiro Takeyama, uma maneira de produzir energia de fusão é confinar o plasma em partículas carregadas, criando um grande anel para extrair a energia.

O campo magnético criado é tentadoramente semelhante ao que o dispositivo japonês é capaz de produzir. Para gerar o campo magnético, os pesquisadores da UTokyo construíram um dispositivo sofisticado, capaz de executar a compressão de fluxo eletromagnético (EMFC), um método de geração de campo magnético adequado para operações internas.

ilustração fusão nuclear

O novo trabalho foi descrito em um artigo científico. Usando o dispositivo, eles foram capazes de produzir um campo magnético de 1.200 teslas, cerca de 120.000 vezes mais forte do que o tipo de ímã que adere à geladeira.

Embora este não seja o campo mais forte já criado, os físicos foram capazes de sustentá-lo por 100 microssegundos, milhares de vezes mais do que as tentativas anteriores. Eles também conseguiram controlar o campo magnético, de modo que ele não destruísse os equipamentos como havia ocorrido em algumas tentativas anteriores de criar campos poderosos.

Equipamento megagauss em funcionamento
Crédito da Imagem: ©2018 Shojiro Takeyama | Faíscas voam no momento da ativação. Uma corrente de 4 milhões de amperes alimentam o sistema gerador de megagauss, centenas de vezes mais forte que a corrente de um relâmpago típico.

Em comunicado para a imprensa, os pesquisadores destacaram que isso significa que o dispositivo de sua equipe pode gerar algo perto da força mínima de campo magnético, com uma duração necessária para a fusão nuclear estável. Isso coloca a ciência um passo mais perto de criar a energia limpa ilimitada que todos vêm sonhando por quase um século.

Fonte: Science Alert


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