CuriosidadeCiênciasStartup quer matar seres humanos e enviar informações cerebrais para a nuvem

Startup quer matar seres humanos e enviar informações cerebrais para a nuvem

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Uma startup está trabalhando em um projeto ousado e assustador: ela planeja matar seres humanos para preservar suas mentes em detalhes microscópicos, carregando-as para serem usadas mais tarde como parte de uma simulação de computador.

A empresa, chamada Nectome, diz que o processo de upload é letal e que seu interesse é trabalhar com pacientes terminais voluntários na Califórnia, nos Estados Unidos. A Y Combinator, uma aceleradora de startups localizada no Vale do Silício, já assinou um contrato para apoiar a Nectome.

A tecnologia dessa startup promete preservar completamente os cérebros em detalhes microscópicos, usando um processo de embalsamento. Basicamente, o objetivo da Nectome é preservar cérebros e armazená-los por muitos anos.

A ideia é que algum dia, no futuro, os cientistas possam digitalizar os cérebros e transformá-los em uma simulação de computador. No entanto, para o procedimento da Nectome funcionar, é essencial que o cérebro esteja fresco. A empresa diz que o plano é conectar pessoas com doenças terminais a uma máquina capaz de bombear uma mistura de substâncias químicas de embalsamento pelas artérias carótidas enquanto ainda estão vivas, porém anestesiadas.

cérebro, circuito eletronico

A empresa consultou advogados familiarizados com a lei de eutanásia da Califórnia, que permite a morte assistida e planejada dos pacientes, e acredita que sua operação possa ser legalizada. O produto utilizado no procedimento é fatal.

Com o upload do cérebro, a startup promete criar uma forma de imortalidade por meio de um programa de computador. Para colocar o projeto em prática, a empresa também ganhou uma grande doação federal e um prêmio de US$ 80 mil por preservar o cérebro de um porco de maneira perfeita.

O serviço de armazenamento da Nectome ainda não está à venda. Também faltam evidências de que memórias possam ser encontradas em tecidos mortos. A startup está convidando possíveis clientes para aderirem a uma lista de espera por um depósito de US$ 10 mil, totalmente reembolsável caso a pessoa mude de ideia. Até o momento, 25 pessoas já demonstraram interesse neste serviço.

A equipe da Nectome já comprou um corpo recém-falecido em Portland, no Oregon. Em seguida, a empresa obteve também o cadáver de uma mulher idosa e preservou seu cérebro apenas 2,5 horas após sua morte. O procedimento de preservação, que leva cerca de seis horas, foi realizado em um necrotério.

Alguns cientistas dizem que o armazenamento cerebral e a reanimação de seres humanos são propostas fraudulentas. Ainda assim, a Nectome recebeu um apoio substancial para sua tecnologia, tendo arrecadado mais de US$ 1 milhão em financiamentos até agora. Cerca de um terço dos fundos do subsídio está sendo gasto em um laboratório do MIT, gerenciado por Edward Boyden, um famoso neurocientista.


Fonte: Technology review



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